No dia 27 de Outubro de 2010, cerca das 14h30, os formandos do curso EFA B3 de Cozinha, realizaram uma visita de estudo ao Museu “Aliança Underground Museum”.
Fizeram-se acompanhar pela mediadora Carolina Amorim e pela formadora de Matemática para a Vida, Lurdes Vieira.
À nossa espera estava a Guia do museu que fez uma breve introdução das sete colecções distintas que iríamos visitar.
Primeiramente, vimos a colecção Arqueológica que era constituída de figuras em terracota com cerca de 1500 anos, simbolizavam rituais fúnebres, provenientes da antiga cultura Bura-Asinda-Sika do Níger.
De seguida fomos visitar a colecção de Arte Etnográfica Africana, proveniente de oitenta e duas etnias deste continente, dedicadas as máscaras, espiritualidade, armas, fertilidade, autoridade do poder do chefe e utensílios do dia-a-dia.
Ao longo do túnel fomos observando a colecção de Escultura Contemporânea do Zimbabué. Esta arte teve início na década de 60, tendo em 1966 sido reconhecido este movimento. Estas esculturas de Serpentinito foram criadas por agricultores e representando dessa forma o seu modo de vida.
Prosseguindo a nossa visita entrámos na ala dos minerais, onde podemos admirar a beleza natural dos diversos minerais expostos, na sua maioria oriundos do Brasil.
Continuando a visita fomos surpreendidos com a maior colecção privada de fósseis de peixes do mundo, naturais do Brasil com cerca de vinte milhões de anos, incluindo uma cabeça de crocodilo com noventa milhões de anos e também troncos de madeira fossilizados com 200 milhões de anos.
Dentro das nossas origens chegámos à sala onde podíamos admirar a maior colecção privada de azulejos pintados a mão na sua maioria portugueses, dos séculos XV, XVIII e XIX.
Antes de chegarmos à última colecção, passámos pela Sala Rosa (Pink Room) onde se dava o contraste do Quartzo Rose com pilhas de garrafas em estágio de espumante Rosé, sendo a mais apreciada pelo grupo. Entretanto entramos na sala de Bordalo Pinheiro, conhecido por imortalizar a figura do Zé Povinho, onde também apreciámos outras peças em cerâmica, pormenorizadas e muito coloridas do séc. XIX, aqui também pudemos observar o método de Degosman.
Entretanto passámos à grandiosa Cave, das Caves Aliança, que se encontra a 24 metros de profundidade, e onde são armazenados em pipos de Carvalho Francês, Russo, Usa os Vinhos e em Carvalho Português as Aguardentes, tendo cada pipo a capacidade de 310 litros. Aprendemos que para as caves Aliança, os pipos onde se armazenam os vinhos de alta-gama só têm uma durabilidade de 4 anos, sendo posteriormente vendidos a pequenos produtores da região.
Ficámos a saber que o vinho para envelhecer tem de reunir as condições necessárias de humidade, luminosidade e temperatura.
Antes de sairmos pela loja das caves conhecemos o salão Nobre, este todo forrado a madeira com quadros e um belíssimo candelabro.
O grupo ficou mais enriquecido na vertente vinícola e cultural.

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