quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Visita ao Aliança Underground Museum


No dia 27 de Outubro de 2010, cerca das 14h30, os formandos do curso EFA B3 de Cozinha, realizaram uma visita de estudo ao Museu “Aliança Underground Museum”.


Fizeram-se acompanhar pela mediadora Carolina Amorim e pela formadora de Matemática para a Vida, Lurdes Vieira.

À nossa espera estava a Guia do museu que fez uma breve introdução das sete colecções distintas que iríamos visitar.

Primeiramente, vimos a colecção Arqueológica que era constituída de figuras em terracota com cerca de 1500 anos, simbolizavam rituais fúnebres, provenientes da antiga cultura Bura-Asinda-Sika do Níger.

De seguida fomos visitar a colecção de Arte Etnográfica Africana, proveniente de oitenta e duas etnias deste continente, dedicadas as máscaras, espiritualidade, armas, fertilidade, autoridade do poder do chefe e utensílios do dia-a-dia.

Ao longo do túnel fomos observando a colecção de Escultura Contemporânea do Zimbabué. Esta arte teve início na década de 60, tendo em 1966 sido reconhecido este movimento. Estas esculturas de Serpentinito foram criadas por agricultores e representando dessa forma o seu modo de vida.

Prosseguindo a nossa visita entrámos na ala dos minerais, onde podemos admirar a beleza natural dos diversos minerais expostos, na sua maioria oriundos do Brasil.

Continuando a visita fomos surpreendidos com a maior colecção privada de fósseis de peixes do mundo, naturais do Brasil com cerca de vinte milhões de anos, incluindo uma cabeça de crocodilo com noventa milhões de anos e também troncos de madeira fossilizados com 200 milhões de anos.

Dentro das nossas origens chegámos à sala onde podíamos admirar a maior colecção privada de azulejos pintados a mão na sua maioria portugueses, dos séculos XV, XVIII e XIX.


Antes de chegarmos à última colecção, passámos pela Sala Rosa (Pink Room) onde se dava o contraste do Quartzo Rose com pilhas de garrafas em estágio de espumante Rosé, sendo a mais apreciada pelo grupo. Entretanto entramos na sala de Bordalo Pinheiro, conhecido por imortalizar a figura do Zé Povinho, onde também apreciámos outras peças em cerâmica, pormenorizadas e muito coloridas do séc. XIX, aqui também pudemos observar o método de Degosman.

Entretanto passámos à grandiosa Cave, das Caves Aliança, que se encontra a 24 metros de profundidade, e onde são armazenados em pipos de Carvalho Francês, Russo, Usa os Vinhos e em Carvalho Português as Aguardentes, tendo cada pipo a capacidade de 310 litros. Aprendemos que para as caves Aliança, os pipos onde se armazenam os vinhos de alta-gama só têm uma durabilidade de 4 anos, sendo posteriormente vendidos a pequenos produtores da região.

Ficámos a saber que o vinho para envelhecer tem de reunir as condições necessárias de humidade, luminosidade e temperatura.

Antes de sairmos pela loja das caves conhecemos o salão Nobre, este todo forrado a madeira com quadros e um belíssimo candelabro.

O grupo ficou mais enriquecido na vertente vinícola e cultural.

Sem comentários:

Enviar um comentário